terça-feira, 29 de março de 2011

Amigos, Network e afins

A revolução industrial mudou a cara do mundo e trouxe consigo consequências inimagináveis. A idéia básica dessa revolução era sistematizar (industrializar) qualquer coisa, mas tenho certeza que os seus idealizadores não acharam que poderíamos ir tão longe. Hoje temos quase tudo enlatado, inclusive amizades. Algumas pessoas têm industrializado amizades e acham que isso é network.

O network surgiu tempos atrás e está “super” na moda. Quer conseguir um novo emprego?Utilize o seu network. Quer manter-se no emprego? Utilize o seu network. Precisa de ajuda? Onde está o seu network?

Network nada mais é que a sua rede de amizades profissionais ou não. Aqui podemos incluir todos os níveis de amizade, desde a troca de cartões em congresso até aquele amigo mais chegado que um irmão. A idéia difundida por todos da área de recursos humanos é que quanto maior e mais forte for o seu network mais apoio você terá em uma situação onde você não possa atuar sozinho.

Porém, esse discurso ficou tão constante e a necessidade de fortalecer o seu network pareceu ser de suma importância que o comportamento humano, oriundo da revolução industrial, enlatou a amizade transformando o network em uma grande troca de favores.

“Preciso ajudar o Fulano, não porque gosto dele ou simplesmente queria ajudá-lo, mas porque um dia posso precisar dele e ele faz parte do meu network.”

“Esse final de semana tem o churrasco do Beltrano e eu tenho que ir, mesmo que eu vá perder o passeio que eu já havia combinado com a minha família, mas você sabe, todos estarão lá, será uma grande oportunidade.”

Eu não tenho dúvida que o Network é essencial na nossa vida, especialmente a profissional. Mas essa industrialização da amizade me deixa transtornado, pois o que eu vejo hoje são pessoas rodeadas de “network”mas sem nenhum amigo.
O que observo hoje é um grande baile de mascaras tudo em prol de uma rede de apoio estruturada, rede essa que não está com você quando você deixa de ter algo a oferecer. Você só sera um “amigo” enquanto estiver dentro do prazo de validade.

O meu ponto de vista é: use o seu network. Eu uso o meu sim, é super importante. Mas não industrialize a suas amizades.

Wagner Cardozo
Consutor da Aghá

segunda-feira, 14 de março de 2011

Ano novo, paciência nova!

Você se estressou muito em 2010? Perdeu a paciência por muitas vezes? Se isso aconteceu não fique se culpando, pois provavelmente isso também aconteceu com outros milhares de pessoas. O fato é que é hora de pensar o que será feito para que isso não se repita no novo ano.

Ano novo começando é uma boa hora para avaliar os fatos e começar de novo.

Você precisa avaliar primeiramente se são as coisas, situações e pessoas que te estressam ou se você já é um eterno estressado. Se a sua opção foi a primeira, comece verificando cautelosamente as situações que lhe fizeram mal e analise o que você pode fazer para que elas não aconteçam novamente. Caso não haja jeito, pelo menos tente tirar algum aprendizado da situação. Sempre se pode aprender algo com o que aconteceu. Se sua opção é a segunda (difícil é você dar o braço a torcer) você deve fazer uma auto-análise e escolher se realmente é isso que você quer para mais um ano de sua vida. Lembre-se que geralmente colhe-se o que se planta e se você é uma pessoa estressada acabará por contaminar quem está a sua volta.

A segunda providência a tomar é ter suas metas muito bem traçadas e planejadas, por que assim você terá um motivo bem justo para agüentar ou não algumas situações que acontecerão neste novo ano. Uma pessoa sem metas estabelecidas não tem um caminho traçado e por isso ficará sempre perdida em relação aos seus objetivos.

A terceira coisa é: jamais se esqueça de regar seu lado espiritual; sua paz de espírito e sua fé ajudarão em muito a manter o controle em situações difíceis. Ter o amor de sua família e de seus amigos é também essencial. Eles darão o apoio e suporte necessários para que sua paciência seja sempre renovada.

Também é importantíssimo que você seja uma pessoa autoconfiante. Acredite que você é capaz de realizar qualquer coisa e que tem competência para isso. Você tem que ser o primeiro a acreditar. Alguém que não acredita em seu próprio potencial pode influenciar os outros a não acreditarem também.

E se após toda essa análise você concluir que não consegue resolver seu problema, você tem duas escolhas: jogue tudo para cima e busque novos horizontes acreditando sempre que você é capaz de superar novos desafios ou, calibre sua paciência e espere 2012 para ver se algo muda e se na nova faxina você consegue se livrar das coisas que fazem mal.

A escolha será sempre sua! Pense nisso.

Neidy Christo
Consultor da Aghá

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

DE VOLTA AO SIMPLES: O RETORNO AO ESSENCIAL

Há algum tempo venho observando o comportamento das pessoas. Venho trabalhando no resgate das inter-relações e no desenvolvimento de equipes

e acredito no ser humano, por isso, insisto.

É interessante como as pessoas têm buscado o ter e esquecido do ser. O consumo exacerbado por tudo tem feito com que as pessoas tentem parecer o que na realidade não são, que ostentem padrões muito acima do real e consumam cada vez mais.

Com o avanço tecnológico engendrado em nossas vidas, temos mais sofisticação, conforto e inovação cada dia mais descartáveis. Afinal, ficam ultrapassados e saem de linha com uma rapidez inacreditável. Também muitos valores se perderam. Hoje, por exemplo, a honestidade é colocada como diferencial (a honestidade não seria uma obrigação?).

Por tudo isto penso no simples. Simplicidade na forma de viver, de agir, de aprender, de ensinar. Humildade para dizer “não sei” (quantos realmente
têm esta virtude?). O simples é objetivo, claro, direto, preciso. Sem subterfúgios, sem máscaras, sem armações.

Ser simples é olhar a vida de frente, de cara limpa e poder assumir as rédeas da própria vida. As pessoas que ficam tentando parecer o que não são, vegetam, não vivem. Constroem castelos com torres muito altas, inatingíveis e acabam por acreditar na própria fantasia. Então, por não conseguirem ser o que gostariam de ser, se frustram, sofrem e muitas vezes culpam o mundo por isso.

Para ser simples é necessário acreditar em si mesmo. Ter valores, resgatar a essência do ser humano. É preciso ter coragem e estar atento às armadilhas de uma sociedade de consumo onde as pessoas são julgadas, principalmente, pela aparência e não pelo que realmente são. Ser a gente mesmo não é fácil, mas é possível. Ser simples é gostar de coisas boas, é querer crescer, aprender, evoluir. É descobrir o que realmente é importante e que acrescenta na nossa forma de agir e de pensar.

Não é o volume de coisas e pessoas à nossa volta que nos faz feliz. É a qualidade das pessoas e coisas. Por isso é preciso resgatar os valores e tentar, pelo menos tentarr ser feliz com aquilo que se conquista.

Etienne de Castro Tottola

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

VOCÊ É REFÉM DE SEUS EMPREGADOS?

Após bom tempo em trabalho de consultoria tenho percebido um novo tipo de empregado que surge, muitas vezes, a partir da própria falta de atuação adequada do gestor.

Com o enxugamento dos postos de trabalho, com a falta de reposição na saída de outros surge o empregado imprescindível. Este empregado, normalmente, concentra as atribuições do cargo e não ensina o que faz ou o que sabe por que não há tempo para isso.

Comecei a analisar os comportamentos e salvo algumas, poucas e honrosas, exceções a maioria concentra o conhecimento para garantir a sua atividade e, consequentemente, seu emprego.

Boa parte da responsabilidade é do próprio gestor, que se acomoda sabendo que “alguém” está dando conta do “recado” e reforça este comportamento com a sua omissão.

Pronto! Aí está o empregador refém. Se o “fulano” sair ou adoecer a empresa pára. Fico pensando se ele morrer. A empresa “quebra”? Se quebra é melhor fechar logo, afinal vai gerar menos prejuízo.

Repensando esta situação, temos que avaliar a postura dos nossos empregados e as nossas posturas como gestores. É preciso que tenhamos empregados multifuncionais e uma forma de isto acontecer é o velho e eficiente rodízio. Aproveitando o período de férias (afinal este empregado imprescindível tem que tirar férias), as saídas para treinamento ou mesmo as mudanças de procedimentos e/ou metodologias é preciso que sempre se tenha um empregado a mais que saiba desenvolver as atribuições de outros.

Sempre ter uma pessoa em stand by para exercer, a qualquer momento, a atividade do outro. Assim sendo, jamais um empregado poderá utilizar de meios pouco éticos como ameaças de deixar o “barco afundar” e/ou de “abandonar”este barco.

É preciso preparar a equipe para as crises, para as mudanças e principalmente para as calamidades. Sabe lá o que pode acontecer?

Antes de tudo é preciso que o gestor tome consciência do quanto isso acontece em sua área de atuação e aja, o mais rapidamente possível, para eliminar esta realidade, antes que ele seja o alvo de pessoas que estão preocupadas consigo mesmas e não com o conjunto.

Hoje não há mais espaço para quem acredita que sozinho segurará o mundo.

Pense nisso!