quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

DE VOLTA AO SIMPLES: O RETORNO AO ESSENCIAL

Há algum tempo venho observando o comportamento das pessoas. Venho trabalhando no resgate das inter-relações e no desenvolvimento de equipes

e acredito no ser humano, por isso, insisto.

É interessante como as pessoas têm buscado o ter e esquecido do ser. O consumo exacerbado por tudo tem feito com que as pessoas tentem parecer o que na realidade não são, que ostentem padrões muito acima do real e consumam cada vez mais.

Com o avanço tecnológico engendrado em nossas vidas, temos mais sofisticação, conforto e inovação cada dia mais descartáveis. Afinal, ficam ultrapassados e saem de linha com uma rapidez inacreditável. Também muitos valores se perderam. Hoje, por exemplo, a honestidade é colocada como diferencial (a honestidade não seria uma obrigação?).

Por tudo isto penso no simples. Simplicidade na forma de viver, de agir, de aprender, de ensinar. Humildade para dizer “não sei” (quantos realmente
têm esta virtude?). O simples é objetivo, claro, direto, preciso. Sem subterfúgios, sem máscaras, sem armações.

Ser simples é olhar a vida de frente, de cara limpa e poder assumir as rédeas da própria vida. As pessoas que ficam tentando parecer o que não são, vegetam, não vivem. Constroem castelos com torres muito altas, inatingíveis e acabam por acreditar na própria fantasia. Então, por não conseguirem ser o que gostariam de ser, se frustram, sofrem e muitas vezes culpam o mundo por isso.

Para ser simples é necessário acreditar em si mesmo. Ter valores, resgatar a essência do ser humano. É preciso ter coragem e estar atento às armadilhas de uma sociedade de consumo onde as pessoas são julgadas, principalmente, pela aparência e não pelo que realmente são. Ser a gente mesmo não é fácil, mas é possível. Ser simples é gostar de coisas boas, é querer crescer, aprender, evoluir. É descobrir o que realmente é importante e que acrescenta na nossa forma de agir e de pensar.

Não é o volume de coisas e pessoas à nossa volta que nos faz feliz. É a qualidade das pessoas e coisas. Por isso é preciso resgatar os valores e tentar, pelo menos tentarr ser feliz com aquilo que se conquista.

Etienne de Castro Tottola

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

VOCÊ É REFÉM DE SEUS EMPREGADOS?

Após bom tempo em trabalho de consultoria tenho percebido um novo tipo de empregado que surge, muitas vezes, a partir da própria falta de atuação adequada do gestor.

Com o enxugamento dos postos de trabalho, com a falta de reposição na saída de outros surge o empregado imprescindível. Este empregado, normalmente, concentra as atribuições do cargo e não ensina o que faz ou o que sabe por que não há tempo para isso.

Comecei a analisar os comportamentos e salvo algumas, poucas e honrosas, exceções a maioria concentra o conhecimento para garantir a sua atividade e, consequentemente, seu emprego.

Boa parte da responsabilidade é do próprio gestor, que se acomoda sabendo que “alguém” está dando conta do “recado” e reforça este comportamento com a sua omissão.

Pronto! Aí está o empregador refém. Se o “fulano” sair ou adoecer a empresa pára. Fico pensando se ele morrer. A empresa “quebra”? Se quebra é melhor fechar logo, afinal vai gerar menos prejuízo.

Repensando esta situação, temos que avaliar a postura dos nossos empregados e as nossas posturas como gestores. É preciso que tenhamos empregados multifuncionais e uma forma de isto acontecer é o velho e eficiente rodízio. Aproveitando o período de férias (afinal este empregado imprescindível tem que tirar férias), as saídas para treinamento ou mesmo as mudanças de procedimentos e/ou metodologias é preciso que sempre se tenha um empregado a mais que saiba desenvolver as atribuições de outros.

Sempre ter uma pessoa em stand by para exercer, a qualquer momento, a atividade do outro. Assim sendo, jamais um empregado poderá utilizar de meios pouco éticos como ameaças de deixar o “barco afundar” e/ou de “abandonar”este barco.

É preciso preparar a equipe para as crises, para as mudanças e principalmente para as calamidades. Sabe lá o que pode acontecer?

Antes de tudo é preciso que o gestor tome consciência do quanto isso acontece em sua área de atuação e aja, o mais rapidamente possível, para eliminar esta realidade, antes que ele seja o alvo de pessoas que estão preocupadas consigo mesmas e não com o conjunto.

Hoje não há mais espaço para quem acredita que sozinho segurará o mundo.

Pense nisso!