Após bom tempo em trabalho de consultoria tenho percebido um novo tipo de empregado que surge, muitas vezes, a partir da própria falta de atuação adequada do gestor.
Com o enxugamento dos postos de trabalho, com a falta de reposição na saída de outros surge o empregado imprescindível. Este empregado, normalmente, concentra as atribuições do cargo e não ensina o que faz ou o que sabe por que não há tempo para isso.
Comecei a analisar os comportamentos e salvo algumas, poucas e honrosas, exceções a maioria concentra o conhecimento para garantir a sua atividade e, consequentemente, seu emprego.
Boa parte da responsabilidade é do próprio gestor, que se acomoda sabendo que “alguém” está dando conta do “recado” e reforça este comportamento com a sua omissão.
Pronto! Aí está o empregador refém. Se o “fulano” sair ou adoecer a empresa pára. Fico pensando se ele morrer. A empresa “quebra”? Se quebra é melhor fechar logo, afinal vai gerar menos prejuízo.
Repensando esta situação, temos que avaliar a postura dos nossos empregados e as nossas posturas como gestores. É preciso que tenhamos empregados multifuncionais e uma forma de isto acontecer é o velho e eficiente rodízio. Aproveitando o período de férias (afinal este empregado imprescindível tem que tirar férias), as saídas para treinamento ou mesmo as mudanças de procedimentos e/ou metodologias é preciso que sempre se tenha um empregado a mais que saiba desenvolver as atribuições de outros.
Sempre ter uma pessoa em stand by para exercer, a qualquer momento, a atividade do outro. Assim sendo, jamais um empregado poderá utilizar de meios pouco éticos como ameaças de deixar o “barco afundar” e/ou de “abandonar”este barco.
É preciso preparar a equipe para as crises, para as mudanças e principalmente para as calamidades. Sabe lá o que pode acontecer?
Antes de tudo é preciso que o gestor tome consciência do quanto isso acontece em sua área de atuação e aja, o mais rapidamente possível, para eliminar esta realidade, antes que ele seja o alvo de pessoas que estão preocupadas consigo mesmas e não com o conjunto.
Hoje não há mais espaço para quem acredita que sozinho segurará o mundo.
Pense nisso!
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